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O artista Amilcar de Castro
Considerado um dos mais importantes escultores brasileiros do século 20, Amilcar de Castro sempre se destacou pela objetividade com que transformava em arte a férrea matéria-prima das Minas Gerais. “O primeiro impulso é objetivo. O segundo é adjetivo”, dizia o artista acerca de seu processo de criação. Vida e obra Mineiro de Paraisópolis, no Sul de Minas Gerais, Amilcar de Castro nasceu no dia 8 de junho de 1920. Em 1940, mudou-se para Belo Horizonte, onde ingressou no curso de Direito. Antes de concluir a graduação, tornou-se aluno de Guignard (1896-1962), no curso livre de desenho e pintura. Pouco depois, iniciou os estudos em escultura com o austríaco naturalizado brasileiro Franz Weissmann (1911-2005). Em 1952, casou-se com Dorcília Caldeira Garcia, com quem teve três filhos: Rodrigo, Ana e Pedro. Também em 1952, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Naquele ano, criou a primeira escultura, de cobre, inspirando-se na Unidade Tripartida, trabalho do artista suíço Max Bill. A obra foi selecionada, no ano seguinte, para a 2ª Bienal de São Paulo. Por indicação do amigo Otto Lara Resende, iniciou carreira de diagramador e programador visual na revista Manchete, em 1956, deixando de lado a advocacia. Já a reforma gráfica para o Jornal do Brasil, realizada de 1957 a 1961, tornou-o referência na área. Amilcar de Castro assinou, em 1959, o Manifesto Neoconcreto, documento redigido por Ferreira Gullar, ao lado de Cláudio Mello e Souza, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Reynaldo Jardim, Theon Spanudis e Franz Weissmann. No final da década de 1960, após ganhar o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 16º Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Bolsa Guggenheim, mudou-se com a família para os Estados Unidos, onde ficou até 1971. O artista virou referência para os artistas brasileiros, especialmente para seus alunos na Escola Guignard, em Belo Horizonte, para onde retornou em 1972. Em Minas, começou a lecionar na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), depois na Escola Guignard da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), onde foi diretor de 1974 a 1977. Após esse período, tornou-se professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fez a primeira exposição individual no Brasil, na Galeria de Artes Gráficas, em São Paulo, em 1978, onde apresentou uma série de nanquins. Dois anos depois, instalou-se no ateliê no mezanino da Papelaria Carol, na Rua Goiás, região central da capital mineira. O local, nas próximas duas décadas, tornou-se referência em arte contemporânea no Estado. Naquele ano, também apresentou, na Gesto Gráfico Galeria de Arte, sua primeira mostra individual de esculturas no país. Em 1988, inaugurou a escultura em frente à Assembléia Legislativa de Minas Gerais, uma de suas mais conhecidas e importantes obras públicas, que se tornou símbolo da luta popular. Ainda naquele ano, iniciou a produção de gravura na Oficina Cinco, em Belo Horizonte. Um ano depois, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, ganhou sua primeira retrospectiva. Aos 70 anos, Amilcar de Castro aposentou-se como professor da Escola de Belas Artes da UFMG e passou a se dedicar mais à obra artística. Em 1999, abriu importante exposição no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. No dia 21 de abril de 2001, inaugurou amplo ateliê na região de Nova Lima. Com vasta obra, reconhecida no meio artístico do Brasil e do exterior, Amilcar de Castro morreu em 2002. Três anos após sua morte, foi realizada a primeira exposição internacional do artista, em Paris, dentro da programação do Ano do Brasil na França. Também em 2005, sua obra e seu legado artístico foram lembrados em Porto Alegre, na maior retrospectiva até então já realizada, durante a Quinta Bienal do Mercosul. Em 2008, na capital mineira, a Casa Fiat de Cultura inaugurou a maior exposição de esculturas da obra de Amilcar de Castro. Casa Fiat de Cultura Rede Comunicação de Resultado Flávia Rios Informações para a imprensa: Polliane Eliziário – (31) 2555-5050 / (31) 9788-3029 polliane@comunicacaorede.com.br

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