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Geração Guignard na Casa Fiat de Cultura
O “Sempre Um Papo” e a Casa Fiat de Cultura apresentam no próximo dia 28 de maio, quinta-feira, às 19h30, a palestra Geração Guignard, o segundo encontro da série Arte em Dez Tempos. O evento destacará a importância da vinda do pintor Alberto da Veiga Guignard para Minas Gerais, em 1944, que, sem dúvida alguma, foi um divisor para as gerações seguintes, provocando uma reviravolta no pensamento estético local. As ex-alunas e artistas Maria Helena Andrés e Sara Ávila e a pesquisadora Ivone Luzia Vieira serão as convidadas desta noite. Até a chegada do artista, a corrente que prevalecia em Minas era o academicismo, que, com a mudança definitiva do pintor para Belo Horizonte, durante a escalada modernista na capital, deixou de prevalecer como principal meio de expressão. Com sua técnica peculiar para ensinar desenho e pintura, baseada na observação e no desenho com lápis duro, formou gerações. Seus ensinamentos ainda reverberam. A artista plástica Maria Helena Andrés, da primeira turma de Guignard, na Escola que o pintor fundou no Parque Municipal, a “Escola do Parque”, se lembra bem dos ensinamentos do mestre. “Através do desenho, passava sua técnica baseada na concentração, observação e contemplação. Com isto, promoveu uma transformação em cada um de nós, além de nos incentivar a ter o contato com universo visual dos festejos mineiros”, lembra. Sara Ávila, que estudou com Guignard de 1954 até a mudança dele para Ouro preto, três anos depois, se lembra da rígida disciplina do artista. “Ele educava o olhar. Ficávamos no parque a manhã inteira desenhando. Aos poucos, o que parecia rígido, nos abriu a percepção, o olhar”, explica ela, que além de pintora, foi também professora da Escola Guignard, em 1965, e diretora, de 1996 a 1999. A pesquisadora Ivone Luzia Vieira encontrou a arte de Guignard por outras vias. Em 1982, defendeu a polêmica dissertação de mestrado “A Escola Guignard na Cultura Modernista de Minas Gerais – 1944 a 1962”. Naquele momento, pensava que sua missão estava cumprida. Sua dedicação ao legado do pintor permanece até hoje. No ciclo de palestras Arte em Dez Tempos, Ivone Luzia falará sobre a obra em processo de Guignard. Mostrará ainda as características da paisagem do pintor antes e depois da vinda para Minas. “Ele conseguiu provocar com sua produção uma mudança no espaço e na colocação dos planos desprezando a perspectiva acadêmica.” Vale lembrar que, atualmente, a despeito das dificuldades enfrentadas pelo artista enquanto viveu, sua obra hoje é uma dos mais valorizadas do Brasil. Maria Helena Andrés – Da formação com Guignard, a partir de 1944, até hoje, a trajetória da artista é exemplo da busca por equilíbrio entre o pensamento e o fazer artístico. Apresenta coerência entre suas publicações sobre arte-educação e filosofia oriental e sua produção estética direcionada para a pintura, desenho e litografia. Sara Ávila – Pintora, desenhista, foi professora de desenho e criatividade da Escola Guignard, em Belo Horizonte, onde exerceu o cargo de diretora entre 1996-1999. Foi aluna de Guignard e Franz Weissmann, tendo estudado também com Ana Letícia, Misabel Pedrosa e João Quaglia. Desde a década de 60 é integrante do Movimento Internacional Phases com sede em Paris. Ivone Luzia Vieira – Educadora e professora aposentada da UFMG, doutora em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes da USP, tem várias publicações sobre educação, modernidade e artes plásticas em Belo Horizonte. É autora do livro “A Escola Guignard na cultura modernista de Minas: 1944-1962”, que recebeu o Prêmio Santa Rosa, do Instituto Nacional do Livro, em 1989. Serviço Arte em Dez Tempos – Geração Guignard Data/hora: 28 de maio, quinta-feira, às 19h30 Local: Casa Fiat de Cultura – Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, Belvedere, Belo Horizonte/ MG Informações: (31) 3261-1501 – www.sempreumpapo.com.br Informações para a imprensa Jozane Faleiro/ Priscila Matta Machado (31) 3261-1501 – imprensa@sempreumpapo.com.br

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